quarta-feira, 13 de novembro de 2013

'Unicórnio asiático' é fotografado pela primeira vez em mais de dez anos

'Unicórnio asiático' (Foto: AP)
Um mamífero criticamente ameaçado de extinção, conhecido como "unicórnio asiático", foi flagrado no Vietnã pela primeira vez em mais de uma década.
A organização ambientalista WWF capturou a imagem de um saola (Pseudoryx nghetinhensis), animal parecido com um antílope que tem dois chifres pontudos paralelos – apesar do apelido de "unicórnio".
'Unicórnio asiático' (Foto: Reuters/WWF)
Momento histórico A organização descreveu a descoberta como "extraordinária" e espera agora conseguir recuperar a espécie, que vive em montanhas no centro do país. Estima-se que apenas uma dúzia de saolas vivam atualmente em estado selvagem.
Os chifres do saola, identificado pela primeira vez em 1992, podem medir até 50 centímetros.

O animal recebeu o apelido de "unicórnio asiático" por ser extremamente arisco. O WWF capturou a imagem com uma câmera ativada ao detectar movimentos.
Em agosto de 2010, agricultores do vizinho Laos supostamente capturaram um desses animais, que morreu dias depois, de acordo com outra organização internacional de conservação da natureza."Quando nossa equipe viu as fotos pela primeira vez, não podia acreditar. O saola é o Santo Graal dos ambientalistas no Sudeste da Ásia", disse Van Ngoc Tinh, diretor da WWF no Vietnã.
Segundo autoridades do Departamento de Proteção Florestal do Vietnã, o aparecimento do saola é considerado um momento histórico e mostra que os esforços para preservar seus habitats locais têm sido eficazes.
Na área onde o mamífero foi avistado, a WWF coordena um programa que recruta guardas florestais da comunidade para impedir a caça ilegal. Desde 2011, esses guardas removeram 30 mil armadilhas e destruíram mais de 600 acampamentos de caçadores.
"A confirmação da presença do saola nessa área é um testemunho dos esforços dos guardas florestais", disse Thinh.
Quando foi encontrado há duas décadas, o saola era "o primeiro grande mamífero novo para a ciência em mais de 50 anos, e uma das espécies mais espetaculares descobertas do século 20", destacou o WWF.
http://g1.globo.com/

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