quarta-feira, 4 de março de 2015

Bodegas de Pentecoste em 1900 antigamente

Lá na cidade de Pentecoste no estado do ceará nos anos de 1900 e qualquer coisa, tivemos nossa introdução ao que podíamos chamar de comércio bodegueiro, como assim? lembram-se daquelas casinhas com as paredes envelhecidas e empoeiradas, com balcões e prateleiras repletas de tudo que você podia imaginar? Acho que naqueles "shoppings rupestres" existia até bainha para chifre; lá nessas bodegas você podia comprar fumo de rolo em retalhos, querosene, lamparina, o pavio da lamparia feito de algodão, 100 gramas de olé de cozinha, bombom pipper, nós não tínhamos o pão carioca, a gente comprava era meio pão mesmo e isso quando havia pão, pois se consumia mais era bolachas, carioca era coisa de Rio de Janeiro; na Bodega podíamos esconder a faca debaixo do balcão, tomar cachaça com limão, cuspir no chão e coçar os "cunhão"; eu me lembro que todo bodegueiro eu chamava de "Seu Zé", o dono da bodega podia se chamar-se Napoleão, mas eu o chamava sempre de "Seu Zé", então eu chegava e dizia: - "Seu Zé", a mãe mandou eu vir saber se o senhor pode vender aí meia barra de sabão pavão, uma lata de óleo pajeú, uma rapadura daquelas do Baturité, um litro de farinha, meio litro de querosene, 5 colheres grãos de café?  Claro que o senhor vai ter que por aí a caderneta; E assim muita gente fazia as compras, porém tinha um problema, não existia sacolas de plástico para transportar as compras a gente precisava levar uma bolsa daquelas de palha, kkk, muito chique! 
E falando com o amigo professor pentecostense Cleiton Brilnhante, nos lembramos da bodega do:

DO SEBASTIÃO ALEIJADO 
DO SEU MANECO
DO SEU SEBASTIÃO GOMES
DO ANTONIO BERNADO
DO ZÉ VIANA
DO RAIMUNDO RIBEIRO
DO ANTONIO CABEÇÃO 


Se você também lembrou de alguma deixe aqui no comentário.

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