Polícia expulsa manifestantes da Câmara Municipal do Rio
A Polícia Militar desocupou por volta das 22h40 o prédio da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, que havia sido invadido mais cedo por um grupo de manifestantes. Após a expulsão, houve um grande tumulto do lado de fora do prédio, com os policiais militares perseguindo alguns manifestantes, que foram agredidos com cacetetes.
Mais cedo, os manifestantes participaram de uma caminhada até a sede do Ministério Público, onde foram recebidas pelo procurador-geral de Justiça, Marfan Vieira, e posteriormente se dirigiram para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), e depois foram para a Câmara de Vereadores.Um grande contingente de policiais militares cercava o prédio para evitar que os manifestantes voltem a tentar invadir a Câmara Municipal. Apesar da forte presença policial, ainda era grande o número de pessoas reunidas em frente ao Legislativo, que fica na Cinelândia, centro do Rio.
Os manifestantes que ocuparam o Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara, diziam que não pretendiam sair do local. Pouco antes das 21h, um grupo de aproximadamente 20 pessoas conseguiu entrar por um portão lateral que estava aberto. O restante dos manifestantes ficou do lado de fora porque policiais militares conseguiram bloquear a entrada.
O grupo que estava no interior do prédio estendeu faixas nas janelas, com dizeres contra a corrupção, charges ironizando a violência policial e frases contra o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Eles eram apoiados pelos manifestantes do lado de fora, que, inclusive, passavam alimentos.
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