Cabo Bruno é assassinado a tiros um mês após sair da prisão

Solto havia 36 dias, depois de cumprir uma pena de 28 anos, Florisvaldo de
Oliveira, o Cabo Bruno, foi assassinado a tiros em Pindamonhangaba, interior de
São Paulo. Acusado de chefiar um grupo de extermínio e matar mais de 50 pessoas
na periferia de São Paulo nos anos 80, Cabo Bruno foi morto aos 53 anos, quando
chegava em sua casa, no fim da noite desta quarta-feira. A Polícia Civil ainda
não tem suspeitos mas acredita que se trata de uma execução.
De acordo
com informações da Polícia Militar, Florisvaldo estava acompanhado de parentes e
voltava de um culto evangélico, por volta das 23h45m, quando dois homens
chegaram - um de cada lado da rua. Foram disparados cerca de 20 tiros contra o
ex-policial, que morreu na hora.
"Ele estava acompanhado dos familiares
quando foi surpreendido. Desceu do veículo e somente ele foi alvo do crime",
afirmou à TV Vanguarda o tenente da PM Mario Tonini.
Cabo Bruno havia
sido condenado a 117 anos e quatro meses de prisão. Cumpriu um quarto da pena ,
beneficiado por um decreto do governo federal, que concede perdão a presos que
cumpriram 23 anos consecutivos e tenham bom comportamento. No dia 23 de agosto
ele deixou o presídio de Tremembé, no interior paulista, para seguir a vida de
pastor evangélico ao lado da mulher, a pastora e cantora gospel Dayse França.
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