Presas planejam agressão e mulher que forçou parto será isolada, no AM
Pelo procedimento padrão, ela deveria ir para a Cadeia Pública Raimundo Vidal
Pessoa, já que para o Compaj só vão mulheres já condenadas. Dayana passou menos
de uma hora na Cadeia Pública e foi encaminhada a uma cela.
Em entrevista ao G1, o secretário-executivo adjunto da
Sejus, Bernardo Encarnação, explicou que a estrutura física do Compaj oferece
mais segurança. “Na cultura carcerária, esse tipo de crime costuma gerar revolta
entre as internas, estimulando ações de violência. Para prevenir algum tipo de
desordem, esta foi a melhor opção”, disse.
O secretário não informou que tipo de violência planejavam contra Dayana, nem
quantas das mais de 300 internas na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa estavam
envolvidas na ação. De acordo com Bernardo Encarnação, ela ficará no Compaj onde
estão internadas cerca de 60 mulheres, até que seja realizada uma avaliação
criteriosa do caso.
O procedimento adotado pela secretaria não é rotineiro. Segundo o secretário,
o último caso em que foi necessário enviar
uma mulher ainda não condenada para o Compaj aconteceu no primeiro semestre de
2012, quando uma suspeita de ter matado a própria mãe foi encaminhada ao
complexo. “Ela ainda está lá, mas já saiu da cela isolada”,
afirmou.
O caso
Dayana confessou à Polícia, nesta
terça-feira (25), que usou uma lâmina de barbear para fazer um parto à força e
tentar roubar
uma criança. O caso aconteceu na casa dela, localizada na Avenida Solimões
Parque Muá, no Bairro Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus. Em entrevista ao
G1, Dayana Pires dos Santos contou que estava grávida, mas
perdeu o bebê e desejava ter outro.
Ela explicou ainda que não conhecia a vítima, que a atacou com uma pancada na
cabeça e aproveitou o momento em que ela estava desmaiada para realizar o parto.
Segundo o delegado titular do 25º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Adriano
Félix, a suspeita estava traumatizada e por isso cometeu o crime. Dayana
responderá por tentativa de homicídio contra a mãe e o bebê.
As vítimas
A mãe da criança está internada em situação
estável na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Pronto-Socorro João
Lúcio, localizado na Zona Leste da capital. A Secretaria de Estado de Saúde
(Susam) informou que na noite desta terça a grávida foi submetida a um
procedimento cirúrgico para a sutura do ferimento e retirada da placenta.
O bebê está internado na Maternidade Ana Braga. Ele recebeu cinco pontos no
braço e no ombro, devido a um corte sofrido no parto.
G1
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